Homofobia: medo ou conflito de valores?

3 06 2010

Estive de passagem por  São Paulo há dias atrás. Como  de costume peguei o metrô para me locomover com maior agilidade e conforto. Uma viagem de cerca de 30 minutos entre Sacomã e República. Já eram umas 23:00 quando eu e minha esposa saímos do metrô rumo ao nosso destino quando tivemos a chance de ver uma cena cada vez mais comum: vários jovens, a maioria garotos entre 18 e 25 anos se encontravam na saída do terminal e entre outras coisa, trocavam beijos e carícias típicas de casais apaixonados. Seria uma cena tradicionalmente simples se não fosse o fato de esses beijos e carícias serem entre pessoas do mesmo sexo!

Isso não é mais uma novidade. Não precisamos mais estar em guetos alternativos ou becos escuros para presenciar aquilo que se tem dado o nome “liberdade sexual”. De fato, a revolução sexual começou com a filosofia ateísta;  os tais filósofos ateus como Heidegger, Marcuse, Shoppenhauer, Feuerbach, Nietsche, Marx, Engels, Freud e companhia. Um desses, Herbert Marcuse, um judeu alemão, foi um influente sociólogo e filósofo alemão naturalizado norte-americano, pertencente à Escola de Frankfurt. Ele escreveu um livro chamado “Eros e Civilização”em 1955, que deu partida à Revolução Sexual. É um livro que já está na sua 19ª edição e que é muito lido por jovens universitários. O resultado óbvio dessa “revolução” pode ser conferido hoje em todos os lugares e de forma bastante explícita. O homossexualismo foi a última fronteira a ser transposta.

No brasil, recentemente foi aprovada a lei contra a homofobia. Essa lei tem como ponto central a idéia de punir qualquer tipo de violência contra homossexuais. Mesmo com toda a liberdade que a revolução sexual possibilitou, não havia ainda nenhum meca-nismo legal a favor dessa liberdade e contra quem fosse contrário a ela. Infelizmente muitas pessoas, por não saberem lidar com as diferenças, por preconceito ou puro medo,  investiram pesado contra os homossexuais de forma brutal e discriminatória. Porém existem também aqueles, cujo os valores éticos e morais não condizem com a idéia de um relacionamento sexual entre 2 pessoas do mesmo sexo. Nesse caso, não é por medo ou preconceito, mas por terem parâmetros diferentes sobre o prazer e a satisfação. Mesmo sendo casos diferentes, a lei uma vez estabelecida se aplica a todos. Recentemente um pastor na Inglaterra  foi preso por ler em praça pública algumas passagens do livro de Romanos que citam o homossexualismo como pecado. Ficam as perguntas: isso foi um ato de preconceito ou de expressão religiosa? como agir sem correr o risco de ser preso ao mesmo tempo em que se expressa os seu valores? é possível hoje, se dizer contra o homossexualismo sem ser alvo de preconceito?

Eu tenho alguns conhecidos que são homossexuais. Além disso já tive a chance de conversar com vários gays e lésbicas e posso dizer que todos são muito queridos. Se o problema com eles é o pecado da homossexualidade, muito mais em mim o pecado     chamado de “trave no olho” por Jesus no sermão do monte (MT 7:3). Não é porque são homossexuais que devo tratá-los como monstros. É preciso ter em mente que devemos odiar o pecado mas amar o pecador. Esse é o modelo de Cristo para nós.

Apesar da recente liberdade, o homossexualismo não é nenhuma novidade no mundo. Desde o início fez parte dos costumes carnais dos homens. Civilizações inteiras não só aprovavam como também incentivavam o homossexualismo, tendo na relação sexual entre homem e mulher, um mero ato de procriação.

Em Gênesis temos o relato de como o homossexualismo esta ligado há uma nação cheia de maldade e como Deus abomina lugares assim (Gn 19:4,5). Em Levítico temos um bom argumento contrário a revolução sexual, onde tudo é permitido. No versículo 13 do capítulo 20 Deus aponta o homossexualismo abominável e digno de morte (Lev.20:13).  No livro de Romanos temos uma clássica passagem apontando o homossexualismo como algo impuro: “Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro” (Romanos 1:26-27).

Mesmo com referências bíblicas que apontam esse pecado, hoje temos até igrejas para homossexuais, não para pregar o arrependimento desse pecado, mas para a aceitação dele. Isso ilustra a passagem de  2Tim.4: 3,4 onde Paulo fala sobre como haveriam no fim dos tempo, pessoas que não suportariam a sã doutrina e procuraram mestres para seus próprio ouvidos.

Se por um lado existem igrejas para homossexuais, por outro as igrejas tradicionais tem um grande dificuldade de lidar com homens e mulheres que se arrependem do homossexualismo. Conheci um rapaz em Pompéia-SP, que havia se convertido há 6 meses na igreja Holliness. Ele tinha sido um travesti e agora buscava um vida plena em Cristo. Devido ao pouco tempo de caminhada, era claro ainda os traços efeminados nele, mas também o desejo de ser um homem de Deus. Infelizmente a igreja, apesar de recebê-lo, mostrava um certo receio de se relacionar com esse rapaz. Ele confessou pra mim que se sentia rejeitado pela maioria mas que nada iria impedir seu crescimento com Cristo.

Mas há também igrejas realizando trabalho muito muito sério em relação aos homossexuais. A Vinyerad Capital-SP, adotou um sitema de grupo pequeno antes do culto para  homens e mulheres que se arrependeram de seu pecado sexual. O grupo funciona como um lugar para desabafar as dificuldades da mudança, as lutas e poderem, além de compartilhar, orar uns pelos outros. Muitos tem procurado ajuda para tratar desse desvio de moral. O processo de mudança começa na aceitação do problema. O homossexualismo pode não ser uma doença, assim como a prostituição ou o orgulho, porém nasce na escolha de cada um de ser como se é.

Algumas pessoas defendem a idéia de que o homossexual não tem escolha porque nasce com mais hormônios do sexo oposto e por isso, possuem uma pré disposição sexual à pessoas do mesmo sexo. Isso já foi até provado cientificamente. De fato não podemos negar essa realidade. Mas nos atear a idéia de que por isso o indivíduo deva ser homossexual torna a realidade distorcida para acomodar o desejo natural do homem ao pecado. Se esse excesso de hormônios é uma anomalia (subentenda como algo fora do padrão), deveria ser encarada como tal e buscar dentro da medicina, maneiras de minimizar seus efeitos cola-terais, da mesma forma que se faz , por exemplo, com pessoas que nascem com deficiência de cálcio ou excesso de cartilagem. Além disso, conheço pessoas que tem visivelmente traços femininos (homens) ou masculinos (mulheres) mas que não são homossexuais. São  pessoas casadas e felizes sem nunca terem tido qualquer experiência homossexual por causa dessa disfunção hormonal. Portanto, usar esse argumento para defender o homossexualismo é notoriamente equivocado.

Também pode-se dizer que Deus quis que o indivíduo fosse desse jeito e devemos aceitar esse fato. Esse argumento também se perde pelo simples fato de sabermos que, apesar de Deus ser o Provedor da vida, a forma como essa vida vai se desenvolver depende muito do meio ambiente em que se dará essa vida. Por exemplo, não podemos culpar Deus pelas crianças que nasceram com câncer em Hiroshima depois da bomba nuclear ter sido lançada ou pelas crianças que morrem na África por desnutrição. De mesma forma, normalmente os homossexuais sofreram algum tipo de abuso na infância. Pode ter sido sexual ou de poder. Tenho uma amiga lésbica que discorda de mim nesse ponto, afirmando que nunca sofreu qualquer abuso desse tipo. Porém em nossas conversas eu pude saber que em sua infância, ela morou com sua mãe e sua vó. Tanto a mãe como a avó haviam se separado de seus maridos de forma traumática e durante muito anos a conversa dentro de sua casa era de que homens não prestavam e que se envolver com um homem era a pior coisa que uma mulher pode fazer. O resultado disso na vida dessa minha amiga foi uma aversão natural aos homens. Mas também conheço pessoas que foram abusadas sexualmente quando crianças e ainda outras que chegaram a ter uma vida homossexual e se arrependeram por que entendiam isso como um pecado. Essas pessoas hoje são casadas, com filhos e vivem uma vida plena mesmo que em seu passado sofreram com a distorção de valores em suas vidas. Portanto o meio ambiente não pode ser desculpa para nossas atitudes.

Finalmente tiramos as máscaras que escondem o pecado. Se o excesso de hormônios pode ser uma doença que podemos escolher tratar ou não e o meio ambiente não pode ser um desculpa para nossa atitudes, fica claro aqui que ser homossexual é uma escolha baseada no desejo pecaminoso do coração ( Jr 17: 9,10). O homossexualismo é um pecado como qualquer outro e a única maneira de lidar com ele é reconhecer isso e buscar o Senhor para ajudar a vencer essa batalha. Somente assim pode ser possível obter a vitória nessa área. Todos os homossexuais que conheço têm em si, por trás de toda a sua alegria e orgulho por sua condição aceita, um vazio no fundo de sua alma, que ele recusa a admitir, mas que seus olhos denunciam francamente. E aqueles que reconhecem esse vazio não sabem exatamente do que se trata mas confessam uma insatisfação interna sem fim. Para esses, resta darem passos até a cruz de Cristo para poderem trocar seus fardos.( Mt 11: 27,30)

Sofremos hoje com o apelo sexual e o relativismo, onde “verdades” se multiplicam à medida em que nosso desejos carnais aumentam. A cura para todos os pecados está em reconhecer Jesus Cristo como Senhor e Salvador de nossas vidas. Ele é a única verdade e conhecê-lo, é o caminho para uma vida livre e plena (Jo 14:6). Não precisaremos mais de leis quando a verdadeira lei do amor estiver escrita em nosso corações (Gal 5: 22,23). O fruto que o amor produz permanece para sempre. O verdadeiro amor não é aceitar o homossexualismo, mas aceitar os homossexuais como irmãos que vivem no pecado e orar para que possam realmente conhecer a Cristo e terem sua vida transformada por Ele. A verdadeira cura para o homem está na aceitação de sua pior doença, a saber o pecado.


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