Esta semana teve uma promoção, que acontece anualmente, do cinemark. Filmes brasileiros por R$ 2,00. Ainda uma pipoca pequena e um suco pelo mesmo preço.
Havia dias que estávamos esperando este a promoção. Eu Lella gostamos muito de ver filmes. Com o passar do tempo aprendemos a apreciar os filmes brasileiros. Em nossa lista constam os mais conhecidos como: O que é isso companheiro, O homem que copiava, Meu tio matou um cara, Olga, Cidade de Deus, Carandiru, Tropa de elite, Cazuza, Central do Brasil, Auto da compadecida, até os mais desconhecidos pelo público geral: O dia em que meus pais saíram de férias, Cinema, urubus e aspirinas, Batismo de sangue, Madame satã, Casa de areia, um copo de gelo e dois dedos d’água….. tem outros que me fogem a memória agora mas que se incluem na lista, não menos importantes e saborosos, mas em anonimato forçado por meu cérebro.
Comentamos com algumas pessoas nossa espera pelo dia da promoção e como estávamos animados com a possibilidade de vermos alguns longas brazucas por um preço tão pequeno. Notei que a maioria das pessoas torcem o nariz para filmes brasileiros. No geral comentam: -ai! não gosto de filmes brasileiros. Tem muito apelo sexual, ou muita violência gratuita e normalmente a trama não tem qualidade. Está muito atrás dos filmes americanos…(!) Apelo sexual? violência gratuita? enredo fraco?! não são basicamente essas coisas que os filmes americanos produzem?!
Cheguei a conclusão que nós estamos tão acostumados a comer Mac’Donalds que preferimos pagar o olho da cara por eles do que pela metade do preço comer uma boa feijoada de sábado no buteco do zé
. Simplesmente por que cremos que é sujo, mal frequentado (como se o Mac’Donaldol não fosse). ah! mais o preço né..muito barato…da pra desconfiar da procedência. Melhor o cuspe caro que água de graça.
Estranhamente nos apegamos a idéia da pornochanchada da década de 70. Naquele tempo não se podia fazer filmes com inteligência porque a censura vetava. Criou-se uma prisão mental da qual muitos ainda hoje estão presos. Adoramos as novelas que enchem o horário nobre com um monte de porcarias (dizem que é apenas o reflexo de nós mesmos), vibramos com a música pop enlatada vendida as montes nos países de terceiro mundo (nessa lista estão o gospel, o brega, o pagode genérico e a música gringa para viciados em anfetamina). Deliramos com os programas cópias gringas com se nós os tivéssemos inventados. Pobre dos filmes brasileiros que tentam respirar nesse mar de lama…
Os brasileiro se esqueceram de quem eram antes da ditadura. Se esqueceram da tropicália, da mpb raíz, do cinema psicodélico de 67… de fato a ditadura fez de nós meros consumidores de qualquer coisa que nos dêem, contanto que seja fácil mastigar e engolir.
Bom, desabafo a parte, fomos ao cimena e felizes da vida, gastando apenas R$ 16,00 reias os dois, com pipoca e tudo, vimos dois fimes: Budapeste (adaptação do livro de Chico Buarque) e Jean Charles ( baseado na história real do brasileiro morto em Londres, confundido com um terrorista).
Palavras ficam confusas pra tentar explicar a sensação de assistir Budapeste. Tem uma coisa em sua trama que fica martelando na cabeça mesmo depois de o filme terminar. Você não sai do cinena com uma conclusão sobre o filme. Você leva o filme consigo juntamente com todas suas perguntas. E a vontade de ler o livro.
Já Jean Charles, tem uma dramatização exata do que é o brasileiro em qualquer lugar do mundo. No fim do filme fica difícil conter as lágrimas ao perceber que poderia ser você na situação.
Sem dúvida tanto um quanto o outro, esses filmes mereciam ter recebido mais que R$2,00 para serem vistos.
Porém fico feliz pelo apelo do incentivo a toda arte brasileira. Como brasileiros devemos reaprender a valorizar nossa cultura, opiniões e jeito. Anda temos muito que aprender com os americanos nacionalistas da qual não gostamos. Mas temos que continuar com a humildade e alegria africana, herdada dos que perderam sua vida no chicote. Talvez por esses e somente esses, deveríamos amar mais quem somos e respeitar mais a pátria que nos pariu. E não percam os próximos filmes que vem por ae….Lulla, Besouro e Tim maia!

Falo isso porque não penso que Deus queira que sejamos pobres. O problema é que quando temos muito nos tornamos estranhos e nos afastamos d’Ele. Por isso que Cristo exalta os pobres junto com os humildes. Não é o que você tem mas como você usa o que tem.
Isso me faz pensar em outra pergunta: Quem é mais escravo? o homem que vive para o seu trabalho e seu alvo é ganhar o mundo ou o homem que trabalha porque vive e seu alvo é a vida em si?
Porém a vida que somente uma alma pode ter, essa o corpo não possui mais. Sendo assim quando vemos games, ou filmes como “Resident evil”, a personagem com a qual nós deveríamos nos identificar mais, são os zumbis e não os mocinhos.
mundo..seria céu..

Mais uma vez me senti aprendiz da vida pela fé e as forças que atuam misteriosamente por tráz dela.
! Estes dias vieram para nós três mudanças. Como dizia antes, a primeira delas tem haver com o tempo (no sentido climático palavra).
Bom na volta de Manaus, após chega em Curitiba, tive que correr até sampa pra tentar o visto pra uma viagem aos States. Uma turnê com o Zilero de 20 dias. O interessante é que teria tudo pago. Já estava tudo certo. A Lella já estava conformada e eu traçando meus planos em relação a viagem. Mesmo com a gripe suína a todo vapor, nada disso seria entrave nessa parada.
” ela deve ter pensado…
De qualquer forma as mudanças sempre são bem vindas porque fazem da nossa vida algo mais dinâmico.
